Agronegócio cearense reúne-se com ministra Tereza Cristina para discutir estratégias de fomento ao setor

Deputado Capitão Wagner é um dos apoiadores da iniciativa. Na pauta, entre outros aspectos, apoio do ministério acerca de deliberações consideradas positivas ao setor, a exemplo da redução de impostos e tributos da área

Agronegócio cearense reúne-se com ministra Tereza Cristina para discutir estratégias de fomento ao setor

Cerca de dez nomes do setor de agronegócio cearense reuniram-se na tarde desta terça-feira, 9, com a titular do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina Dias, e servidores da pasta em audiência pública na sede do Mapa, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Na pauta, entre outros aspectos, apoio do ministério acerca de deliberações consideradas positivas ao setor, a exemplo da redução de impostos e tributos da área. Representante da Associação Nacional dos Produtores de Coco (Aprococo), Rita Granjeiro explica que a principal temática do segmento a ser debatida é a inclusão da produção de coco na Agricultura de Baixo Carbono (Cultura do ABC).

Conforme a produtora, a conversão traria ganhos como possibilidade de ampliação de benefícios e empréstimos com carências maiores, bem como redução de impostos. “Atualmente, nosso setor tem dois anos para pagar empréstimos. Com a inclusão do coco na Cultura do ABC, teríamos quatro anos, que é o tempo de produção de um coqueiro.”

O deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE) esteve no ministério para a audiência é um dos apoiadores dos pleitos dos segmentos que representaram o agronegócio no encontro. “Queremos criar um canal de diálogo para tentar a retirada de barreiras para exportação e facilitar uma produção maior de determinados produtos no Ceará.”

O Estado proibiu, via legislação aprovada na Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), a pulverização aérea de agrotóxicos em todo território, o que, pontua o parlamentar, causa prejuízo à produção, na medida em que restringe o potencial das culturas em larga escala.

Capitão Wagner acrescenta que a pulverização individual causa malefícios diretos aos produtores que fazem uso da técnica e que há necessidade de “um debate mais amplo, que possa dar maiores facilidades para aumentar renda e produção.”

Outra circunstância argumentada pelo deputado federal é a criação de taxa voltada a produtores de banana e a ampliação da cobrança da guia de trânsito animal. “Esperamos que a ministra possa, dentro do que é competência do ministério, com a edição de portarias, por exemplo, gerar um ambiente mais favorável para o agronegócio cearense, diminuindo a burocracia no pescado e outros produtos”, descreve o parlamentar.

 

Por: O Otimista